SILVA COSTA, UM ARTISTA CATAGUASENSE

A arte como gotas de sobrevivência
Preocupo-me com a velocidade desse tempo que vai envolvendo as pessoas para dentro das máquinas, substituindo-as por números e senhas. Não embarco a minha vida senão sobre o lombo de um cavalo manso ou sobre um carro de bois sonolentos. Pinto a força vital, uma forma miraculosa que me integra no meio das viagens reais.Uma carreata feliz de bois cansados estradas de terra batida.
Esse é um tema recorrente nos meus trabalhos. É emocionante irrigar as telas com as tintas das minhas veias, as vezes com a chuva dos meus olhos. São incursões que me transportam para lugares longínquos, distante dos centros urbanos onde a vida corre leve e solta, onde o relógio parece ter parado no tempo onde não se vê pressa nem correria.
A religiosidade, o folclore, a vida animal, vida normal.

Os caminhos da criação
Em setembro desse ano (2016) completo 25 (vinte e cinco) anos dedicados à pintura marcados por muitas exposições, palestras e reconhecimentos.Tem sido gratificante cumprir tal caminhada, descobrindo na velha estrada outros pontos de partida que descortinam férteis sementeiras de novas histórias visuais que as tintas e os pincéis fazem brotar nas telas.
Assim tem sido minha trajetória no mundo das artes plásticas onde o ímpeto da criação vence o desânimo e o cansaço.Uma verdadeira integração com as pessoas, as coisas, o mundo que habita o meu imaginário.
Nesse projeto atual me propus retratar a bela e histórica cidade mineira de Ouro Preto com seus antigos casarões e Igrejas e toda beleza que nela há.