O EMPREGO, A EMPRESA E O SINDICATO!

Existem dados que comprovam que a maioria dos empregos no país vem das micro e pequenas empresas. E outros dados que comprovam que grande parte das empresas que abrem, fecham de 3 meses a 3 anos.

O governo vem trabalhando cada vez mais para tirar a informalidade do mercado, criando MEI, surpersimples e formas de fazer com que os profissionais paguem devidos impostos. E claro que a formalização não é só imposto, tem o papel importante de ter o cnpj e permitir transações comerciais legais.

Vivemos uma grande crise e ter CNPJ não é fácil. O empresário de pequenos empreendimentos tem se visto cada vez mais refém de trabalhar para pagar contas de seu negócio. Um grande problema nacional é o volume de encargos que tem sobre um empregado o que  torna ruim para empregado e empregador. Nossa legislação trabalhistas devia ser revista.

A grande questão é: vale a pena?

Fato é que no Brasil e muito menos no interior tem emprego para todos, pois muito mais fácil seria um emprego gerado de uma grande empresa com carga horária leve e benefícios. Quem não quer? o pequeno empresario também gostaria.

Cada vez tem sido mais difícil ter empresa no  Brasil, em meio a essa grande crise,  as demissões tem chegado também nas micro e pequenas. E além dos muitos papéis do empresário de pequeno negócio, tendo que driblar a crise para quitar as contas, tem que buscar entender das leis e questões contábeis para sobreviver nesse meio tão difícil.

O pequeno empresário vem perdendo força a cada vez que um sindicato do trabalho incita um funcionário em demissão a processá-lo. O ministério publico pelo menos está aberto a ouvir e de olho a acompanhar situações como esta.

Sabe-se que há muitos empresários que exploram, diminuem as pessoas, mas não é esse o caso aqui. Essa abordagem é num contexto ético natural, de pessoas que abrem empresas às vezes ainda na informalidade, depois formaliza, depois gera um empregos, depois outro e vai se organizando aos poucos e à medida do possível, claro sem abuso ao seu colaborador.

Mas muitos empresários que foram ouvidos para a produção desse texto e preferem não  se identificar, falaram da própria jornada dura como dono e das dificuldades de pagar todos os compromissos e ainda ter um sindicato como inimigo que faz perguntas maliciosas ao empregado, colocando empregador como vilão e até mesmo convidando a “correr atras de seus direitos.”

Assim, no Brasil quem gera o emprego pode trabalhar duras horas, pagar todos e muitas vezes não ter uma boa sobra que justifique, não ter benefícios e ser acuado diante de uma rescisão no sindicato. E o que foi dito por muitos é que a situação ainda é pior sem a presença do dono na hora de rescindir o contrato.

A lei permite o funcionário a finalizar o contrato quando quer, com suas questões legais também, que aqui não vem ao caso detalhar. Se o funcionário consegue um emprego melhor, uma vitória.  Agora porque a demissão por parte do dono, mesmo tendo todos os motivos ou necessidade, se torna uma situação tão delicada?

A verdade é que o sindicato que age desse modo tem sido o grande vilão da pequena empresa e consequentemente do emprego formal.

O papel do sindicato é sim defender o salário base do funcionário e fiscalizar a legislação vigente, a não exploração  e o não preconceito, trabalhar pela igualdade sim e está correto. Mas se não tiver emprego, não há sindicato. E um sindicato de qualidade e maduro age pró emprego. É importante a geração de empregos e isso ocorre com a empresa forte.

Se a pequena empresa está quebrada, sem sobras ela não tem como pagar. Porém, isso não diminui seus deveres perante a lei com o trabalhador.

O bom senso é muito importante, quando se trata da relação empresas, funcionários, contabilidades e os sindicatos. Muitas empresas tem se unido em núcleos e associações buscando proteção.

Fato é que na relação desenvolvimento e geração de emprego e renda, não tem dois lados, ou todos buscam um lugar comum de melhorias ou vira uma guerra de forças que vai quebrar com todos saindo perdendo.

Vale pensar e agir. Maturidade e união se fortalecem e geram oportunidades.

#porummundomelhor

Monique Gardingo