Monique Gardingo

Em tempo de alta exposição da corrupção, grande concorrência, pouca estabilidade econômica e emocional e muita rotatividade no trabalho; devemos buscar construir e fortalecer relações mais puras e simples.

Muitos se unem por um interesse, onde há segundas intenções encobertas e com isso há falta da verdade. É possível grandes e limpas parcerias (entre empresas, entre clientes e fornecedores, entre colegas de trabalho e entre líder e liderados).

No trabalho e na vida podemos tornar nossas relações mais verdadeiras quando somos mais honestos com nós mesmos e com o outro. E um bom modo de começar é transformando sonhos em planos para ter clareza do que se quer e os possíveis caminhos para percorrer.

Outra sugestão é parar de achar que os problemas que vivemos são criados pelo “outro”. Pois se perdemos um bom colaborador, muito provavelmente não entendemos bem sua necessidade; se temos um colaborador com problema na equipe, muito provavelmente contratamos mal; se algum colaborador agiu de má fé com o grupo ou com a empresa, não fizemos uma boa leitura no ato da contratação, nem agimos diante aos sinais que nos são dados na convivência.

Numa empresa, antes de analisar problemas de rotatividade, analise seu organograma e fluxograma e se preciso redesenhe-os. É com base neles e com uma boa descrição de cargos e salários que se identifica um potencial colaborador de maneira mais assertiva.

Olhe para sua equipe, observe as motivações individuais. Observe a relação profissional de entrosamento no grupo e exclua qualquer sinal de fofoca, intriga e picuinhas que possam prejudicar a harmonia do grupo. Há muitos líderes em potenciais que não sabem ainda direcionar sua energia para o bem e a usa com manipulação na equipe jogando com as pessoas. É muito importante observar e agir eliminando atitudes como essas em seu grupo.

Uma grande empresa conta com setores de RH e líderes, o que facilita o alinhamento geral. Mas na micro e pequena empresa o líder é o proprietário ou gerente que unido aos colaboradores que se importam (com a empresa, com os resultados e harmonia do grupo) devem monitorar.

Vivemos no interior, onde as condições econômicas diminuem e a rotatividade se evidencia em sonhos de ir para a capital com os anseios de uma geração que quer mudar o mundo.

Na sua empresa, o melhor modo de construir boas relações é fortalecer as bases, conhecer bem do que se faz, manter um banco de talentos, e criar – dentro de suas potencialidades – condições melhores para seus melhores colaboradores. Avalie, meça, monitore e retribua. Busque um clima harmonioso. E caso em algum momento ele se perca, movimente o cenário e retome o equilíbrio, a paz e a qualidade.

Conheça a cultura da sua organização e jamais permita que ela seja perdida por uma contratação errada. Una aos bons,  aos que querem e reaja para o bem de todos. E o cliente agradece.

Relações genuínas estão em falta no mercado e dependem apenas de cada um nós para estabelecê-la!

Um grande abraço com foco, força e fé!

“A harmoniosa vida de Deus, ilumina o universo e no mundo reina a paz”

Monique Gardingo